Frédéric Chopin é uma dentre tantas figuras de muita importância na história da música clássica, sendo um dos nomes do Período Romântico, o que lhe rendeu a alcunha de “O Poeta do Piano”.
Dirigido por Michal Kwiecinski, com roteiro de Bartosz Janiszewski e elenco formado por Eryk Kulm, Joséphine de La Baume e Victor Meutelet, Chopin, Uma Sonata em Paris é um drama histórico inspirado na vida do artista. Lançado originalmente em outubro de 2025, a produção chega ao Brasil em 28 de maio de 2026, com distribuição da Synapse Distribution.
A trama é sobre o pianista francês em 1835, vivendo na alta sociedade. Dando concertos para a burguesia, ele se tornou uma das figuras mais românticas das noites parisienses. No entanto, quando seus pulmões começam a sangrar, ele descobre que seus dias serão poucos. A partir disso, além da luta contra a doença, Chopin fica obcecado pela composição. Ele entende que precisará revolucionar a música e o teatro, mas o seu tempo é limitado e a vida não irá esperar por ele.

Sonata em Paris não é um filme que mostra alguma pretensão em ser biográfico ou retratar a vida de Chopin com grande precisão, mas sim abordar sua genialidade de uma forma muito mais humana. O foco, ao longo de suas 1h53min, é sobre a última fase da vida do artista, sua relação com a música, afetos, doença e a preocupação com o fim de sua existência antes de completar a sua obra.
A direção tem ótima qualidade por contar o derradeiro momento de Chopin de uma forma íntima e melancólica. Utilizando cores suaves e enquadramentos mais próximos, podemos ver a fragilidade emocional e física da figura central da história.
Ainda podemos ver um paralelo entre o glamour das festas da alta sociedade parisiense e o sofrimento do artista. Neste filme, vemos a riqueza brilhando enquanto seu artista mais famoso sucumbe em silêncio.
As atuações são um destaque por terem essa carga emocional com um excelente peso dramático, sem soar como algo caricato ou apelativo. Eryk Kulm é um excelente exemplo do bom trabalho do elenco, realçando um lado mais humanizado do artista, sua sensibilidade e fragilidade.
Por ser um filme cuja história é sobre um músico, a trilha sonora se torna um dos pilares e, neste longa, temos uma excelente representação das obras do artista. É agradável como a sonoridade se conecta com a trama, dando um outro tom para o trabalho de Chopin como uma tradução de suas emoções, culminando em uma conclusão triste.
Chopin, Uma Sonata em Paris é um filme excelente e nos leva, como espectadores, muito além da perspectiva de um artista genial, resultando em uma obra mais íntima, melancólica e muito sensível sobre um grande nome da música clássica.
Confira o trailer Chopin, Uma Sonata em Paris:


