Peguem suas mochilas protônicas, leitores espectrais e armadilhas, pois o próximo capítulo do reboot/sequência da famosa franquia Os Caça-Fantasmas chegou aos cinemas nacionais em 11 abril de 2024, algumas semanas antes do seu início de exibição nos Estados Unidos em 22 de março.
Os Caça-Fantasmas: Apocalipse de Gelo tem direção e roteiro sendo respectivamente realizados por Gil Kenan e Jason Reitman, que repetem a forma de trabalho colaborativo realizada no bem sucedido filme anterior, funcionando como um reboot/sequência e uma bela homenagem Harold Ramis um dos idealizadores da franquia em seus dois primeiros longas.
O elenco conta com o retorno de McKenna Grace, Finn Wolfhard e Carrie Coon como Phoebe, Trevor e Callie Spengler respectivamente, além de Paul Rudd, Logan Kim, Kumail Nanjiani e Celeste O’Connor. Assim como no primeiro filme dessa nova fase da franquia, participam Bill Murray, Dan Aykroyd, Ernie Hudson da formação original da equipe ao lado de Annie Potts e William Atherton.
A história traz a sequência dos acontecimentos indicados na cena pós-créditos do filme anterior com o retorno da família Spengler para Nova York e reunindo-se com os Caça Fantamas originais para uma nova fase do grupo. Entretanto uma grande força do mal liberta-se de um artefato antigo sendo necessário a combinação das duas gerações para evitar que a cidade e o mundo enfrente uma segunda Era do Gelo.
Ao longo das quase duas horas de filme é perceptível muitos clichês, easter eggs, homenagens a outros fiilmes e a própria franquia, mas isso não é um problema pois este filme segue a mesma proposta do seu antecessor que abraça carinhosamente a sua nostalgia e essência com um olhar fixo para o avanço com novos conceitos e expansão de universo.
Mas essa nova aventura não se debruça de forma cansativa na sua própria história apenas para se manter viva, introduz novos conceitos que enriquecem de forma altamente satisfatória o aspecto científico que a equipe possui e usando de forma inteligente os personagens originais para formarem a base sólida do que é acrescentado.
Gadgets cada vez mais criativos são outro ponto excelente no longa, colocando um contexto muito mais moderno a ideia de enfrentar o desconhecido como, por exemplo, uma armadilha drone utilizada nas primeiras cenas do filme. Essa atualização inserida na franquia particularmente é algo que me agrada por mostrar que esse universo tão divertido e querido caminha ao lado do nosso.
Os efeitos considero bons e não apresentam problemas de qualidade ou que causem uma sensação de desconforto por deixar claro que existe um elemento inexistente que foi inserido de forma digital.
A direção consegue agradar por dar o ritmo adequado para a condução da história que ainda acrescenta um tom mais sério, principalmente quando aborda Garraka e suas motivações para dominar o plano terreno. Em paralelo a isso o tom leve, descontraído característico de um filme de Caça Fantasmas é proporcionado pela equipe/ família Spengler que garante muitas risadas e momentos divertidos ao longo da narrativa.
A dinâmica familiar continua funcionando muito bem em Apocalipse de Gelo, muito pela excelente química de elenco e, mesmo sem ter tanta coragem para se aprofundar nas relações entre eles, entrega momentos divertidos e emocionantes principalmente quando a história fica centrada em Phoebe, muito bem interpretada por McKenna Grace.
O arco individual da personagem merece atenção por tratar seu processo de amadurecimento de uma forma muito realista a sua fase, com direito a todas seus altos e baixos tão naturais do momento.
Por fim Os Caça Fantasmas: Apocalipse de Gelo é um filme que vai garantir um excelente entretenimento e nostalgia por manter a qualidade do que vem produzindo, esperando para o que possa vir a seguir além de ser importante lembrar que, assim como no seu antecessor, existe uma cena pós créditos que vale muito a pena assistir.


