Dolly – A Boneca Maldita é uma produção dirigida por Rod Blackhurst, com um roteiro escrito por ele ao lado de Brandon Weavil. O filme chegará aos cinemas nacionais em 7 de maio, com distribuição da Paris Filmes.
O elenco conta com Fabianne Therese, Seann William Scott, Ethan Suplee e o lutador profissional Max the Impaler, fazendo sua estreia em uma produção de cinema.
A trama de Dolly é sobre o casal Macy e Chase, que viajam para um final de semana especial, mas tudo se torna um inferno quando acontece o sequestro de Macy por uma perturbada fantasiada de boneca. A sequestradora a mantém em cativeiro para tratá-la como sua filha, forçando-a a sobreviver e escapar desse ambiente macabro e controlador.

Apesar de não ser um filme com uma produção sofisticada, Dolly consegue entregar o necessário para gerar entretenimento. Acredito que esse longa possa, no futuro, ser considerado um cult e tenha seus admiradores.
O roteiro não é complexo nem conta com grandes reviravoltas, mas se apoia em alguns recursos muito comuns do gênero slasher, fazendo a trama funcionar bem. Em muitos momentos ao longo da experiência, podemos observar diálogos que se encaixam nos clichês, mas isso não torna o filme monótono.
A direção atua bem ao explorar o gore, utilizando muitos efeitos práticos e, mesmo que alguns não sejam tão convincentes, é interessante pensar nisso como uma referência a um passado do terror em que podíamos ver isso em tela e não era enxergado como um ponto negativo.
Assistir a Dolly é uma experiência muito mais voltada a um filme trash, permitindo se divertir com a experiência, torcer pela protagonista e ficar em dúvida até o último frame se tudo vai ficar bem ou não.
O que considero positivo em Dolly são as atuações, que entregam algo substancial, podendo destacar Max, interpretando uma serial killer ao melhor estilo Leatherface. Além disso, as referências não ficam apenas na semelhança entre os vilões no comportamento, mas também em detalhes visuais, assim como no conceito de família de assassinos, muito próximo ao clássico de Tobe Hooper.
A conclusão é algo dentro do esperado para um filme de terror slasher e, nesse caso, até chega a ser interessante a busca por uma camada mais profunda no significado de seu gesto final antes dos créditos subirem.
Dolly – A Boneca Maldita vai ser aquele filme trash que futuramente pode ganhar um status de cult, uma experiência divertida de assistir, tanto pelos seus pontos positivos quanto pelos seus negativos.
Confira o Trailer de Dolly – A Boneca Maldita:


