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Crítica | A Revolução dos Bichos (2026)

Crítica | A Revolução dos Bichos (2026)

Aline Gomes Por Aline Gomes
25 de maio de 2026
Em Animação, Filmes
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A fábula de George Orwell ganhou mais uma adaptação para longa-metragem e, dessa vez, dirigida por Andy Serkis em uma animação dramática e sarcástica. A maior parte das perguntas que vi sobre o filme é se ele é fiel ao livro: não, não é, já adianto.

A Revolução dos Bichos de 2026 é uma adaptação da história original, possuindo muitos elementos bem diferentes. A história se ambienta nos dias atuais ou, talvez, muito mais no futuro, tem drones, Ferraris, shoppings.

Lucky (Gaten Matarazzo) é o personagem central da trama, um filhote inteligente vivendo na fazenda que está prestes a ser vendida por dívidas. Quando a porca Bola de Neve (Laverne Cox) descobre que os animais estão a caminho de um matadouro, os animais se unem para eliminar o inimigo em comum e até o dono da fazenda, o sr. Jones, junto com o pessoal do banco e do matadouro são expulsos. Assim, os animais instituem a Fazenda dos Animais.

Em essência, lá no fundo, a história até que se mantém: as regras básicas começam a ser distorcidas e os porcos fazem o “trabalho dos porcos”, não podendo se misturar com os outros animais, que fazem todo o trabalho pesado da fazenda. Lucky também sabe ler, mas não sabe em quem acreditar e sempre acha que está fazendo tudo pelo bem dos animais, quando, na verdade, é massa de manobra de Napoleão (Seth Rogen), como todos os outros.

A animação apresenta Freida Pilkington (Glenn Close), vizinha do Sr. Jones, dona de um império de fazendas, bilionária, e que deseja a qualquer custo a Fazenda dos Animais. Outros personagens com um super destaque e cenas divertidas e choráveis são Boxer/Sansão (Woody Harrelson), o cavalo trabalhador incansável que é melhor amigo de Lucky; o burro idoso e cínico Benjamin (Kathleen Turner), com falas sarcásticas e consciência plena; Carl/Carlos (Jim Parsons), uma ovelha que, depois que foi tosada acidentalmente, passa a perceber que algo está errado, achando que está ficando maluco; e a porquinha Brisa (Iman Vellani), por quem Lucky era apaixonado, vendo ao longo do tempo que o jovem porco se corrompeu.

Jim Parsons também interpreta as outras ovelhas do rebanho, que apenas repetem cegamente o que os porcos dizem. O diretor Andy Serkis também interpreta o galo Randolph. Vale lembrar que estes são os dubladores da versão original em inglês e, para ouvi-los você deve assistir legendado (o que deve ser bem pouco provável de encontrar nos cinemas brasileiros).

A trilha sonora é incrível e envolvente, dando ainda mais vida aos cenários e cores de acordo com os momentos do filme, o que contribui para o tom das cenas (uma mais alegre, outra mais sombria, outra mais reflexiva). A animação é bem feita, possui muitos detalhes, o 3D é excelente.

A reflexão de que fazer o que é melhor para todos e não apenas alguns ser difícil, porém necessário, é misturada àquele sentimento doloroso de impotência diante das injustiças. Como as animações são tidas para crianças (o que nem sempre é real), as mais novinhas podem apenas ver como algo divertido e bonitinho, mas as mais velhas já podem começar a entender levemente essas reflexões. Adultos, geralmente, conseguem ver bem mais que isso (se você for um adulto consciente, claro).

Em dias da semana, A Revolução dos Bichos (2026) seria uma terça-feira à tarde, num dia de férias das crianças. O filme possui muitas qualidades, é bem amarrado, não é só divertidinho e te deixa reflexivo, porém deixa a desejar na essência da história original. Talvez, ele deixe meio superficial diante de tudo o que poderia oferecer ao público. Você pode assistir ao filme, mas nunca deixar de ler o livro.

 

Tags: A Revolução dos BichosAndy SerkisanimaçãoAnimaçõesGeorge Orwell
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Aline Gomes

Aline Gomes

Jornalista e profissional de marketing. Amo filmes, música, super-heróis, livros, séries e gosto de compartilhar isso. Fique à vontade para me contactar.

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