{"id":7523,"date":"2018-11-09T10:34:26","date_gmt":"2018-11-09T12:34:26","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/terranerdica\/?p=7523"},"modified":"2018-11-09T10:34:26","modified_gmt":"2018-11-09T12:34:26","slug":"muse-novo-album-deixa-a-desejar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/terranerdica.com.br\/index.php\/2018\/11\/09\/muse-novo-album-deixa-a-desejar\/","title":{"rendered":"Muse | Novo \u00e1lbum deixa a desejar"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Resumo:<\/strong> O oitavo disco da banda demora a conquistar. H\u00e1 p\u00e9rolas escondidas no \u00e1lbum, mas, no geral, precisa de um grande esfor\u00e7o para chegar at\u00e9 o final e n\u00e3o apresenta nenhum hit instant\u00e2neo.<\/p>\n\n\n\n<p>O trio brit\u00e2nico Muse tem mais de 20 anos de carreira e se tornou um verdadeiro gigante dos palcos mundiais. Os <em>riffs<\/em> estrondosos, <em>setups <\/em>de palco incrivelmente trabalhados e, claro, uma <em>fanbase <\/em>extremamente dedicada j\u00e1 trouxeram a banda ao Brasil em tr\u00eas ocasi\u00f5es s\u00f3 nos \u00faltimos cinco anos (Rock in Rio 2013, Lollapalooza 2014 e dois shows solo em 2015) \u2014 e n\u00e3o para por a\u00ed: a banda foi <a href=\"http:\/\/BL2(hwAAAAC96QACyIBADIFEikBRg1ICpQAKGxQLKBJQ\/v+bQBGDkgnl)\">confirmada para o Rock in Rio 2019<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Como de se esperar de uma banda com mais de 20 anos de carreira, \u00e9 ineg\u00e1vel que o Muse experimentou v\u00e1rias fases musicais diferentes. O novo \u00e1lbum, <strong>Simulation Theory<\/strong>, marca mais um experimento do grupo. O conceito \u00e9 fortemente influenciado pelo estilo dos anos 80: a capa do \u00e1lbum foi desenhada por Kyle Lambert, respons\u00e1vel pela arte de Stranger Things. <\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/localhost\/terranerdica\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/musesimulation2.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-7526\" width=\"405\" height=\"405\" \/><figcaption>A arte do \u00e1lbum, desenhada pelo artista de Stranger Things, incorpora uma s\u00e9rie de elementos dos anos 80.<\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><p>&#8220;Foi minha ideia criar algo que se parecesse com um p\u00f4ster de filme (&#8230;) um p\u00f4ster de filme meio vintage era algo que quer\u00edamos fazer h\u00e1 muito tempo&#8221;<br \/><\/p><cite><a href=\"https:\/\/www.kerrang.com\/the-news\/muse-collaborate-with-stranger-things-artist-for-simulation-theory-artwork\/\">Dom Howard, baterista do Muse, em entrevista \u00e0 Kerrang!<\/a>.<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Faixa a faixa<\/h2>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed-spotify wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify\">\n<iframe title=\"Spotify Embed: Simulation Theory (Super Deluxe)\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"352\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/album\/5OZgDtx180ZZPMpm36J2zC?si=ETW1mrrsSYSc9FR75aOICg&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>Justamente pegando emprestado esse conceito oitentista, o \u00e1lbum come\u00e7a com a faixa <strong>Algorithm\u00a0<\/strong>e sua (longa) introdu\u00e7\u00e3o, marcada por um sintetizador que voc\u00ea encontraria tanto na trilha sonora de Stranger Things quanto em um \u00e1lbum do New Order. A can\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos pontos fortes do disco, e \u00e9 um dos poucos momentos em que realmente se v\u00ea algo com a cara do Muse. Vale conferir a vers\u00e3o <em>&#8220;Alternate Reality&#8221;<\/em> dela, presente na edi\u00e7\u00e3o Deluxe do \u00e1lbum: adiciona um gostinho mais especial, e eu n\u00e3o ficaria surpreso de v\u00ea-la no trailer do pr\u00f3ximo <em>blockbuster <\/em>dist\u00f3pico hollywoodiano.<br \/><\/p>\n\n\n\n<p><strong>The Dark Side<\/strong>, lan\u00e7ada como single pela banda, \u00e9 uma can\u00e7\u00e3o s\u00f3lida, apesar de pouco extraordin\u00e1ria. Tem uma levada meio dan\u00e7ante que com certeza vai fazer voc\u00ea se pegar batendo o p\u00e9 no ritmo da m\u00fasica no transporte p\u00fablico. A vers\u00e3o &#8220;Alternate Reality&#8221; dela \u00e9 bem mais f\u00fanebre e mais no territ\u00f3rio do Muse \u2014 \u00e9 guiada principalmente na voz e no piano, e Matt Bellamy est\u00e1 completamente em casa nesses dois instrumentos. <br \/><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pressure<\/strong>, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=h2eKImKZviw\">que tem Terry Crews como estrela do clipe<\/a>, \u00e9, discutivelmente, a faixa mais alegre (e chiclete) do \u00e1lbum. Vemos a volta dos backing vocals que a banda utilizava bastante nas fases anteriores da carreira.<br \/><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Propaganda<\/strong> \u00e9 uma faixa que come\u00e7a assustando o ouvinte (s\u00e9rio, diminua o volume quando for ouvir). \u00c9 peculiar por causa dos efeitos nas vozes, em especial na introdu\u00e7\u00e3o e durante o refr\u00e3o, mas n\u00e3o causa \u00f3dio ou idolatria. <br \/><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Break It To Me<\/strong> \u00e9 mais uma experimenta\u00e7\u00e3o da banda. Mas a impress\u00e3o que causa \u00e9 que a m\u00fasica est\u00e1 ali simplesmente para dizer &#8220;fizemos algo diferente&#8221;, e n\u00e3o necessariamente leva a dire\u00e7\u00e3o nenhuma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Something Human<\/strong>, outro single do disco, retoma a dire\u00e7\u00e3o das baladinhas \u00e1gua-com-a\u00e7\u00facar do Muse \u2014 \u00e9 a <strong>Madness (2012)<\/strong> do Simulation Theory. N\u00e3o \u00e9 inovador, e no contexto desse \u00e1lbum, isso n\u00e3o necessariamente \u00e9 ruim.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Thought Contagion<\/strong> tamb\u00e9m foi lan\u00e7ada como single, e toma uma dire\u00e7\u00e3o levemente mais <em>dark <\/em>que o resto do \u00e1lbum \u2014 o que \u00e9 extremamente bem vindo. Tamb\u00e9m \u00e9 uma m\u00fasica que menos sai da zona de conforto da banda, e uma das poucas que apresenta alguma familiaridade com o trabalho anterior do grupo que n\u00e3o a voz de Matt Bellamy.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Get Up and Fight<\/strong> poderia ser uma can\u00e7\u00e3o pop cantada por literalmente qualquer outra pessoa. A introdu\u00e7\u00e3o, com vocais femininos, causa certo estranhamento. O refr\u00e3o \u00e9 bom, mas, no geral, a can\u00e7\u00e3o inteira \u00e9 est\u00e9ril e d\u00e1 a impress\u00e3o de ser gen\u00e9rica \u2014 pense em Revolt (2015). \u00c9 uma das m\u00fasicas que menos tem a cara do Muse no disco, mas ainda assim d\u00e1 pra aproveit\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Blockades<\/strong> \u00e9 facilmente um dos destaques do disco, junto com Algorithm. Retoma a dire\u00e7\u00e3o do Muse p\u00f3s-The Resistance, e de uma forma positiva. <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dig Down<\/strong>, primeiro single do \u00e1lbum, mostra um refr\u00e3o pregui\u00e7oso e \u00e9 mais uma na lista de &#8220;can\u00e7\u00f5es pop gen\u00e9ricas&#8221;. Foi um divisor de \u00e1guas entre os f\u00e3s quando saiu: h\u00e1 quem odiou, h\u00e1 quem odiou muito, e h\u00e1 quem gostou, mas \u00e9 dif\u00edcil n\u00e3o ter opini\u00e3o sobre essa can\u00e7\u00e3o \u2014 e eu estou no conjunto dos que odiou.<br \/><\/p>\n\n\n\n<p><strong>The Void<\/strong>, \u00faltima can\u00e7\u00e3o do \u00e1lbum, marca um excelente uso dos sintetizadores para submergir o ouvinte numa atmosfera quase f\u00fanebre<em><\/em>. \u00c9 uma m\u00fasica com sua carga emocional e carrega uma mistura perfeita de sintetizadores e violinos no fundo. Essa, sim, marca um acerto na experimenta\u00e7\u00e3o do trio: \u00e9, de longe, um dos destaques do \u00e1lbum, e o jeito perfeito de encerrar o disco.<br \/><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Impress\u00f5es finais<\/h2>\n\n\n\n<p>No geral, o disco tem a pretens\u00e3o de inovar, mas passa longe disso na maior parte do tempo. \u00c9 um trabalho s\u00f3lido, apesar de pregui\u00e7oso em partes, que com certeza n\u00e3o vai agradar os f\u00e3s mais antigos da banda (grupo no qual eu me incluo). A ideia de inovar \u00e9 louv\u00e1vel \u2014 afinal <strong>Absolution<\/strong>, <strong>Black Holes &amp; Revelations<\/strong> e <strong>The Resistance <\/strong>s\u00e3o grandes \u00e1lbuns e nasceram de inova\u00e7\u00e3o \u2014, mas a forma com que o trio decidiu colocar a experimenta\u00e7\u00e3o em pr\u00e1tica parece n\u00e3o ter sido a mais acertada. A falta de grandes sucessos e de grandes &#8220;retornos&#8221; ao Muse antigo j\u00e1 desapontava alguns f\u00e3s desde o \u00faltimo \u00e1lbum, <em>Drones<\/em> (2015) (e novamente me incluo nesse grupo). <em>Drones <\/em>deixou a desejar em alguns pontos, mas, ao mesmo tempo, trouxe obras-primas como <em>Psycho <\/em>e <em>The<\/em> <em>Handler, <\/em>que parecem sa\u00eddas direto dos primeiros \u00e1lbuns.\u00a0<strong>Simulation Theory<\/strong> n\u00e3o apenas se prop\u00f5e a uma ruptura com o trabalho anterior da banda (e \u00e9 poss\u00edvel discutir se isso por si s\u00f3 j\u00e1 foi um equ\u00edvoco), mas tamb\u00e9m erra completamente a m\u00e3o na maneira com que constr\u00f3i essa ruptura.<\/p>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Nota: 6,5\/10<\/strong><br \/><\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Resumo: O oitavo disco da banda demora a conquistar. 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