{"id":6522,"date":"2018-08-03T17:39:05","date_gmt":"2018-08-03T20:39:05","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost\/terranerdica\/?p=6522"},"modified":"2020-03-02T22:32:41","modified_gmt":"2020-03-03T01:32:41","slug":"vale-a-pena-ouvir-royal-blood","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/terranerdica.com.br\/index.php\/2018\/08\/03\/vale-a-pena-ouvir-royal-blood\/","title":{"rendered":"Vale a Pena Ouvir | Royal Blood"},"content":{"rendered":"<p>O que <strong>Dave Grohl<\/strong>, <strong>Jimmy Page<\/strong>, <strong>Matt Bellamy<\/strong> e <strong>Matt Helders<\/strong> tem em comum? Os quatro s\u00e3o superestrelas da m\u00fasica e atingiram o status de lenda nos seus pa\u00edses e no mundo. E, mais importante, todos s\u00e3o f\u00e3s obstinados da banda inglesa <strong>Royal Blood<\/strong>. Em meio a discuss\u00f5es de se o rock morreu ou n\u00e3o, o Royal Blood est\u00e1 aqui pra mostrar que o rock ainda vive \u2014 e sua respira\u00e7\u00e3o \u00e9 pesada, monstruosa e barulhenta. O <strong>Vale a Pena Ouvir<\/strong> de hoje traz a ascens\u00e3o mete\u00f3rica de uma das bandas mais promissoras dos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A dupla \u2014 formada por Mike Kerr (baixo, vocais) e Ben Thatcher (bateria) em Brighton, Inglaterra, em 2013 \u2014 foi um fen\u00f4meno instant\u00e2neo. No espa\u00e7o de apenas um ano, a banda foi impulsionada de \u201cnovatos promissores\u201d para uma banda inovadora que \u201cest\u00e1 levando o rock a um novo n\u00edvel\u201d (<a href=\"https:\/\/www.gigwise.com\/news\/96452\/jimmy-page-praises-royal-blood\">palavras de Jimmy Page<\/a>, n\u00e3o minhas). O caminho da banda se desenrolou t\u00e3o r\u00e1pido quanto as furiosas linhas de baixo em \u201cLoose Change\u201d e \u201cFigure it Out\u201d. Logo de cara, assinaram um contrato com a Wildlife Management\u2014 gravadora dos gigantes Arctic Monkeys. De quebra, Matt Helders vestiu a camisa da dupla durante seu show como <em>headliner <\/em>no Glastonbury de 2013. Kerr e Thatcher rapidamente conquistaram a admira\u00e7\u00e3o de grandes nomes da m\u00fasica, e na sua primeira turn\u00ea, abriram shows de Foo Fighters, Muse, e Queens of the Stone Age. Tudo isso com apenas duas pessoas no palco.<\/p>\n<p>A rota do sucesso tamb\u00e9m passou pelas terras brasileiras. Em 2015, com a turn\u00ea do seu primeiro disco, a dupla foi chamada ao palco do Rock in Rio, esquentando o p\u00fablico para Motley Cr\u00fce e Metallica. Esse ano, a banda abriu o espet\u00e1culo do Pearl Jam no Maracan\u00e3 (a resenha do show voc\u00ea l\u00ea <a href=\"http:\/\/localhost\/terranerdica\/index.php\/pearl-jam-no-maracana-2018-resenha\/\">aqui<\/a>), subiu no palco do Lollapalooza e esgotou o Cine Joia, na capital paulista, em um dos <em>side shows <\/em>do festival. Vale notar que no show do Maracan\u00e3, <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/nucleibr\/photos\/a.1339040069446802.1073741828.1302842346399908\/2128761693807965\/?type=3&amp;theater\">Thatcher se apresentou trajando a camisa da banda carioca Nuclei<\/a>, presente de um f\u00e3.<\/p>\n<figure id=\"attachment_6524\" aria-describedby=\"caption-attachment-6524\" style=\"width: 1350px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/localhost\/terranerdica\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/heldersthatcher.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-6524 \" src=\"http:\/\/localhost\/terranerdica\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/heldersthatcher.jpg\" alt=\"\" width=\"1350\" height=\"382\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-6524\" class=\"wp-caption-text\">\u00c0 esquerda: Matt Helders (Arctic Monkeys) veste a camisa do Royal Blood durante o show do Glastonbury em 2013. \u00c0 direita: Ben Thatcher retribui o favor.<\/figcaption><\/figure>\n<h3>DUAS PESSOAS, MUITO BARULHO<\/h3>\n<p>Quando se fala em duplas famosas ativas recentemente, nomes como The Black Keys, The Kills, MGMT e at\u00e9 Twenty One Pilots vem \u00e0 mente. Royal Blood \u00e9 sem d\u00favida mais alto e barulhento que todos eles.<\/p>\n<p>Isso se deve em parte \u00e0 genialidade do baixista e vocalista Mike Kerr. Ele utiliza seus pedais para criar a ilus\u00e3o de que h\u00e1 dois instrumentos \u2014 uma guitarra e um baixo \u2014 onde na verdade h\u00e1 s\u00f3 um. O resultado \u00e9 uma verdadeira avalanche sonora. Ao ouvir a dupla em est\u00fadio, \u00e9 f\u00e1cil imaginar que a banda \u00e9 composta por umas tr\u00eas ou quatro pessoas. \u201cEu amo a ideia de pensarem que tem guitarras nisso [nas grava\u00e7\u00f5es de est\u00fadio], chegarem em um show e perceberem que somos s\u00f3 n\u00f3s; esse \u00e9 o objetivo\u201d, <a href=\"http:\/\/drownedinsound.com\/in_depth\/4148094-ace-of-bass--dis-meets-royal-blood\">confessou Kerr ao portal Drowned in Sound.<\/a><\/p>\n<p>E se esse \u00e9 o objetivo, Kerr acertou o alvo em cheio e com louvor: frases como \u201cu\u00e9, cad\u00ea o resto da banda?\u201d e \u201cjura que s\u00e3o s\u00f3 dois caras?\u201d s\u00e3o parte t\u00e3o essencial do show quanto o som agressivo e vulc\u00e2nico do Royal Blood, ou mesmo quanto a sua ic\u00f4nica entrada no palco \u2014 feita, quase sem exce\u00e7\u00e3o, ao som de \u201c99 Problems\u201d, do Jay-Z.<\/p>\n<p>O resultado \u00e9 bem conhecido, mas detalhes sobre <em>como <\/em>isso acontece s\u00e3o um grande mist\u00e9rio. Kerr guarda o segredo a sete chaves e se recusa veementemente a dar detalhes sobre os equipamentos que usa e como os usa. Contudo, o princ\u00edpio geral \u00e9 duplicar o sinal que sai do instrumento e alterar individualmente cada um dos sinais \u2014 adicionando, por exemplo, distor\u00e7\u00e3o ou mexendo na oitava. Dessa forma, as mesmas notas s\u00e3o tocadas ao mesmo tempo, mas com efeitos diferentes e saem em amplificadores distintos.<\/p>\n<figure style=\"width: 671px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"irc_mi\" src=\"http:\/\/25ylcf1namo33l2jyj275dxi.wpengine.netdna-cdn.com\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/RoyalBlood-Commodore-PhotobyJustJash-19.jpg\" alt=\"Royal Blood live at the Commodore Ballroom\" width=\"671\" height=\"447\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Royal Blood ao vivo no Commodore Ballroom. No fundo (\u00e0 esquerda), percebe-se os dois amplificadores usados por Mike Kerr para construir seu som \u00fanico.<\/figcaption><\/figure>\n<p>As influ\u00eancias da banda misturam o cl\u00e1ssico com o novo: <a href=\"https:\/\/www.nme.com\/news\/music\/royal-blood-55-1245141\">entre as influ\u00eancias vocais de Kerr est\u00e3o Robert Plant, Jack White (e seus projetos The Dead Weather e The Raconteurs) e Jeff Buckley<\/a>, mas as influ\u00eancias da banda figuram entre Foo Fighters, <a href=\"https:\/\/www.gigwise.com\/news\/93318\/Royal-Blood-'We're-inspired-by-early-Muse'\">\u00a0Muse no come\u00e7o da carreira,<\/a> Queens of the Stone Age, um pouco de Red Hot Chili Peppers (especialmente nas baterias de Thatcher) e <a href=\"https:\/\/www.nme.com\/news\/music\/royal-blood-discuss-honour-drive-support-2092951\">At the Drive-In<\/a>.<\/p>\n<p>O som do Royal Blood \u00e9 como se Mj\u00f6lnir \u2014 o martelo do Thor \u2014 fosse transformado em um arquivo de mp3 e passado por uma distor\u00e7\u00e3o feita sob medida. \u00c9 ensurdecedor (no melhor sentido da palavra), altamente inflam\u00e1vel, e de alta octanagem. Tem gosto de um cruzamento entre hard rock e blues rock, com uma leve pitada de stoner rock que transmite a impress\u00e3o de ser ao mesmo tempo familiar e inovador. \u00c9 monstruoso sem deixar de ter um car\u00e1ter quase dram\u00e1tico, especialmente pelas letras e pelos vocais de Kerr em can\u00e7\u00f5es como Don\u2019t Tell ou Blood Hands. E, sem d\u00favida, vai chamar a sua aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Vale a pena ouvir<\/strong> os 15 sucessos da banda listados abaixo, selecionados a dedo por n\u00f3s da Terra N\u00e9rdica.<\/p>\n<p>https:\/\/open.spotify.com\/user\/n300c2sdx1juv0mrmqtiap0th\/playlist\/6ZDlwe4H1Ck3glsiPxSiKl?si=4nukXVPpTzqz3ZmjJjqCPw<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O que Dave Grohl, Jimmy Page, Matt Bellamy e Matt Helders tem em comum? Os quatro s\u00e3o superestrelas da m\u00fasica e atingiram o status de lenda nos seus pa\u00edses e no mundo. E, mais importante, todos s\u00e3o f\u00e3s obstinados da banda inglesa Royal Blood. 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