{"id":24512,"date":"2024-10-07T10:11:43","date_gmt":"2024-10-07T13:11:43","guid":{"rendered":"https:\/\/terranerdica.com.br\/?p=24512"},"modified":"2024-10-07T13:46:45","modified_gmt":"2024-10-07T16:46:45","slug":"tempo-suspenso-em-exibicao-no-festival-do-rio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/terranerdica.com.br\/index.php\/2024\/10\/07\/tempo-suspenso-em-exibicao-no-festival-do-rio\/","title":{"rendered":"Tempo Suspenso em exibi\u00e7\u00e3o no Festival do Rio"},"content":{"rendered":"<p>O aclamado cineasta franc\u00eas <strong>Olivier Assayas<\/strong> retorna \u00e0s telas com seu mais novo filme, \u201cTempo Suspenso\u201d (Hors du Temps), que ser\u00e1 exibido no Festival do Rio 2024.<\/p>\n<p>O longa-metragem, que j\u00e1 foi destaque na competi\u00e7\u00e3o principal do Festival de Berlim 2024, promete encantar o p\u00fablico brasileiro com sua narrativa envolvente e profundamente pessoa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"200\" height=\"300\" class=\"size-medium wp-image-24513\" src=\"http:\/\/terranerdica.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/WhatsApp-Image-2024-10-04-at-11.47.57-200x300.jpeg\" alt=\"\" srcset=\"https:\/\/terranerdica.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/WhatsApp-Image-2024-10-04-at-11.47.57-200x300.jpeg 200w, https:\/\/terranerdica.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/WhatsApp-Image-2024-10-04-at-11.47.57-683x1024.jpeg 683w, https:\/\/terranerdica.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/WhatsApp-Image-2024-10-04-at-11.47.57-768x1152.jpeg 768w, https:\/\/terranerdica.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/WhatsApp-Image-2024-10-04-at-11.47.57-750x1125.jpeg 750w, https:\/\/terranerdica.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/WhatsApp-Image-2024-10-04-at-11.47.57.jpeg 804w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/p>\n<p><strong>Dia 07\/10 \u2013 17h \u2013 Esta\u00e7\u00e3o Net G\u00e1vea 4<\/strong><br \/>\n<strong>Dia 11\/10 \u2013 21h30 \u2013 Cinesystem Praia de Botafogo 1<\/strong><br \/>\n<strong>Dia 12\/10 \u2013 16h15 \u2013 Reserva Cultural Niter\u00f3i 3<\/strong><\/p>\n<p>Tempo suspenso<br \/>\num filme de Olivier Assayas<br \/>\n105 min., 2024, Fran\u00e7a, DCP<\/p>\n<p><strong>Sinopse<\/strong><br \/>\nOs irm\u00e3os Paul, um diretor de cinema, e Etienne, um jornalista musical, est\u00e3o confinados na casa de campo da fam\u00edlia, no interior da Fran\u00e7a, junto com suas parceiras Morgane e Carole.<\/p>\n<p>Cada c\u00f4modo, cada objeto, as \u00e1rvores do jardim lhes trazem as mem\u00f3rias da inf\u00e2ncia e seus fantasmas. Uma com\u00e9dia autobiogr\u00e1fica.<\/p>\n<p><strong>Ficha t\u00e9cnica<\/strong><br \/>\nRoteiro: Olivier Assayas<br \/>\nFotografia: Eric Gautier<br \/>\nMontagem: Marion Monnier<br \/>\nSom: Romain Cadilhac, Nicolas Moreau, Sarah Lelu, Olivier Goinard<br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o: Olivier Delbosc, Olivier Assayas<br \/>\nElenco: Vincent Macaigne, Micha Lescot, Nine D\u2019Urso, Nora Hamzawi.<br \/>\nT\u00edtulo original: Hors du Temps<\/p>\n<p><strong>Sobre o diretor<\/strong><br \/>\nNasceu em Paris, Fran\u00e7a, em 1955. Depois de estudar arte e literatura, realizou curtas-metragens, escreveu argumentos (nomeadamente para Andr\u00e9 T\u00e9chin\u00e9) e contribuiu com artigos para a Cahiers du Cin\u00e9ma. Dirigiu mais de 30 filmes entre longas, document\u00e1rios, curtas e miniss\u00e9ries. Em 2016 foi Melhor Diretor no Festival de Cannes por Personal Shopper.<\/p>\n<p><strong>+ info<\/strong><\/p>\n<p>Olivier Assayas fala sobre Tempo Suspenso:<\/p>\n<p><strong>Sobre o roteiro do filme:<\/strong><br \/>\nN\u00e3o procurei o roteiro de Hors du temps; ele veio at\u00e9 mim e n\u00e3o o provoquei. Eu o escrevi em um momento espec\u00edfico: \u00e9 o final do confinamento e tinha acabado de terminar o piloto e a b\u00edblia da s\u00e9rie Irma Vep para a produtora americana A24.<\/p>\n<p>Felizmente, n\u00e3o peguei COVID, mas fiquei com febre por uma semana inteira, cuja origem n\u00e3o sab\u00edamos. Mas eu n\u00e3o tinha nada para fazer, exceto passar o tempo sentado em meu jardim. Ent\u00e3o, comecei a escrever em um estado flutuante, como uma esp\u00e9cie de sonho acordado. Logo ap\u00f3s o Irma Vep, foi como se eu tivesse me encaminhado para um novo tipo de escrita, que levasse em conta, integrasse ou reapresentasse o que acabamos de vivenciar e que me parecesse extraordin\u00e1rio (no sentido de fora do comum), mas ao mesmo tempo tivesse abandonado \u00e0 quest\u00e3o de saber exatamente o que fazer com isso. Comecei escrevendo uma cena, em uma linha autobiogr\u00e1fica bem literal, depois outra em uma linha de com\u00e9dia e, em seguida, todo o roteiro, em ordem cronol\u00f3gica, sem saber para onde estava indo, sem saber para onde esses personagens estavam indo. Eu n\u00e3o sabia o que aconteceria com eles e n\u00e3o sabia o que faria com essa sucess\u00e3o de cenas, das quais eu n\u00e3o tinha certeza absoluta que elas dariam um filme. E talvez tamb\u00e9m para dar sentido a esse momento de imobilidade. Portanto, esse movimento entre o passado e o presente ficou imediatamente \u00f3bvio. Esse era o verdadeiro prop\u00f3sito das anota\u00e7\u00f5es que eu estava fazendo.<\/p>\n<p>Eu estava na casa da minha inf\u00e2ncia, minhas lembran\u00e7as estavam voltando para mim sem que eu tivesse que provoc\u00e1-las, n\u00e3o vejo como poderia ter escapado delas. Ao mesmo tempo, esse retorno ao passado me fez pensar no futuro. Est\u00e1vamos no ver\u00e3o, ainda n\u00e3o havia vacina, e est\u00e1vamos apenas passando pelos momentos sem realmente saber qual ser\u00e1 o pr\u00f3ximo epis\u00f3dio.<\/p>\n<p><strong>Sobre ser uma com\u00e9dia autobiogr\u00e1fica<\/strong><\/p>\n<p>Eu queria uma com\u00e9dia. O que acontece entre os personagens, o que os atrai, o que os une, o que os separa, o que os perturba, o que os leva ao limite \u2013 em suma, a com\u00e9dia. Mas uma com\u00e9dia como a vida \u00e9 uma com\u00e9dia, uma mistura de tristeza e alegria, melancolia e esc\u00e1rnio. Tudo isso coexiste de maneira muito \u00f3bvia e clara, no fundo, em cada um de n\u00f3s.<\/p>\n<p>A outra dimens\u00e3o figurativa \u00e9 o que quero dizer quando falo de Monet descendo de sua casa em Giverny para pintar os blocos de gelo flutuando no Sena. Ele sai de seu est\u00fadio e monta seu cavalete nas margens do rio para documentar algo excepcional que ele est\u00e1 testemunhando e que est\u00e1 ocorrendo \u00e0 sua porta. De certa forma, a Covid \u00e9 um pouco como meus blocos de gelo. Algo acontece comigo, algo aconteceu conosco. Por que dever\u00edamos nos esquivar do \u00f3bvio: por termos vivenciado o fato, estamos em uma boa posi\u00e7\u00e3o para document\u00e1-lo, para represent\u00e1-lo. E, de certa forma, n\u00e3o se trata tanto de se apropriar dele, mas de confront\u00e1-lo.<\/p>\n<p>\u00c9 isso que me interessa no que chamamos de Hist\u00f3ria, com letra mai\u00fascula. Esses s\u00e3o eventos para os quais n\u00e3o estamos preparados e que nos for\u00e7am a fazer perguntas para as quais n\u00e3o temos respostas prontas.<\/p>\n<p><strong>Sobre o ator Vincent Macaigne interpret\u00e1-lo:<\/strong><\/p>\n<p>T\u00ednhamos acabado de filmar Irma Vep juntos e, da mesma forma, ele se inspirou em mim para inventar um personagem no filme. Era uma esp\u00e9cie de pastiche, ele se apropriou de minhas idiossincrasias, meus padr\u00f5es de fala, minha linguagem corporal. N\u00e3o somos nada parecidos fisicamente, ent\u00e3o gostei do fato de haver essa dist\u00e2ncia que me permitiu ser livre em termos de como ele me representava. Porque, na verdade, eu n\u00e3o me reconhe\u00e7o tanto assim. Na verdade, sou a \u00faltima pessoa que pode dizer quando Vincent est\u00e1 me imitando ou n\u00e3o. Me disseram isso, ent\u00e3o acredito.<\/p>\n<p>E \u00e9 o terceiro filme que fazemos juntos, ent\u00e3o h\u00e1 obviamente uma cumplicidade. Em uma rela\u00e7\u00e3o com o cinema que \u00e9 ao mesmo tempo divertida e muito s\u00e9ria. Em uma maneira de nos movimentarmos livremente, de proteger nossa independ\u00eancia de movimento. Sem perder uma certa autoimagem. Mas sem nunca temer a seriedade ou mesmo a gravidade quando se trata disso. Consegui imaginar esse filme, na forma de uma com\u00e9dia autobiogr\u00e1fica, porque sabia que poderia faz\u00ea-lo com Vincent, como uma extens\u00e3o de um trabalho no qual n\u00f3s dois j\u00e1 hav\u00edamos nos orientado. Da mesma forma, nunca imaginei Nora Hamzawi para a personagem Nora.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o terceiro filme que fazemos juntos. N\u00e3o precisamos mais dizer coisas um ao outro para nos entendermos. Nora \u00e9 um el\u00e9tron livre e sei que quanto mais liberdade e espa\u00e7o eu der a ela, mais ela dar\u00e1 ao seu personagem. Assim como Vincent, ela se move com fluidez entre a com\u00e9dia e a pura fantasia.<\/p>\n<p><strong>Sobre Etienne, interpretado por Micha Lescot, ser o contraponto de Paul, interpretado por Vincent Macaigne.<\/strong><\/p>\n<p>Sim, h\u00e1 um paradoxo que mant\u00e9m o filme em andamento do in\u00edcio ao fim. \u00c9 o fato de Micha ser mais parecido comigo do que com Vincent. Sempre brinquei com uma certa ironia a meu respeito &#8211; eu me apresento como muito neur\u00f3tico, mas mais neur\u00f3tico do que realmente sou (e mais personagem de com\u00e9dia do que realmente sou).<\/p>\n<p>No entanto, fui muito mais cauteloso quando se tratava de retratar meu irm\u00e3o, porque queria faz\u00ea-lo da maneira mais benevolente poss\u00edvel. De certa forma, havia coisas que eu me permitia com o personagem de Vincent que n\u00e3o me permitia com o personagem de Micha, que, com mod\u00e9stia e tato, estava sempre no limite.<\/p>\n<p>Foi a primeira vez que filmei Micha, por isso foi um verdadeiro encontro, e ele integrou-se graciosamente num filme em que a maior parte do elenco e da equipa eram uma fam\u00edlia que tem estado comigo de um filme para o outro, alguns deles h\u00e1 muito tempo.<\/p>\n<p><strong>Como foi fazer um filme autobiogr\u00e1fico em casa?<\/strong><\/p>\n<p>Para ser sincero, eu estava com medo. Al\u00e9m do inconveniente material, que n\u00e3o \u00e9 insignificante, de ter uma equipe de filmagem em sua casa, em sua privacidade. No final, foi melhor do que eu temia. Em alguns momentos, tive dist\u00e2ncia suficiente para me sentir um pouco como o cen\u00f3grafo do meu pr\u00f3prio filme. Dito isso, em retrospecto, ainda h\u00e1 algo de estranho nisso. Frequentemente, e talvez sempre, falo sobre fantasmas em meus filmes. E este \u00e9 um filme que \u00e9 realmente assombrado. Nem Paul nem Etienne est\u00e3o em casa, eles est\u00e3o na casa dos pais e insistem em estar na casa dos pais. Mas o relacionamento deles com esses fantasmas \u00e9 diferente.<\/p>\n<p>Etienne reformou seu quarto para se livrar do passado. Ele o modernizou. Ele o trouxe de volta ao presente. Paul, por outro lado, tem uma rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o resolvida com o passado. E, em vez de se distanciar dele, ele faz o oposto: trabalha em si mesmo para mergulhar no passado e passar a habitar o quarto de sua m\u00e3e.<\/p>\n<p>H\u00e1 algo de literal nesse pre\u00e2mbulo de fantasmas. Estamos em uma casa, um cen\u00e1rio, se preferir, onde todos os objetos, inclusive os mais irris\u00f3rios, s\u00e3o habitados por mim; n\u00e3o necessariamente pelo p\u00fablico, embora eu ache que eles sintam isso de outras maneiras. Eu vivi com esses objetos, eu os conhe\u00e7o, sei de onde eles v\u00eam, sei quando meu pai os comprou. Meu pai viajou muito pelo Oriente e colecionou arte asi\u00e1tica. \u00c0s vezes, eu at\u00e9 me lembro das caixas em que eles vieram.<\/p>\n<p>H\u00e1 momentos em que isso \u00e9 ainda mais literal. Na sala de estar, h\u00e1 um autorretrato de meu av\u00f4, um retrato de minha av\u00f3 feito por meu av\u00f4 e, em seguida, uma crian\u00e7a, minha m\u00e3e, ainda menina, pintada por seu pai. Essas tr\u00eas imagens datam da d\u00e9cada de 30 do s\u00e9culo passado.<\/p>\n<p>Esse trio, com quase um s\u00e9culo de diferen\u00e7a &#8211; meu av\u00f4, minha av\u00f3 e minha m\u00e3e \u2013 assombram o filme. E, sem d\u00favida, essa dimens\u00e3o \u00e9 a que mais me emociona, porque desfoca o tempo e o espa\u00e7o.<\/p>\n<p><strong>Filmografia<\/strong><br \/>\n2022 Irma Vep (miniss\u00e9rie) \u2013 Cannes Premi\u00e8re \u2013 Festival de Cannes<br \/>\n2019 Wasp Network: Rede de Espi\u00f5es (Competi\u00e7\u00e3o \u2013 Mostra de Veneza)<br \/>\n2018 Vidas duplas (Doubles Vies \/ Competi\u00e7\u00e3o \u2013 Mostra de Veneza)<br \/>\n2016 Personal Shopper (Melhor Diretor \u2013 Festival de Cannes)<br \/>\n2014 Acima das Nuvens (Sils Maria \/ Competi\u00e7\u00e3o \u2013 Festival de Cannes)<br \/>\n2012 Depois de maio (Apr\u00e8s-Mai \/ Competi\u00e7\u00e3o \u2013 Mostra de Veneza)<br \/>\n2010 Carlos, o Chacal (Golden Globe \u2013 Melhor miniss\u00e9rie)<br \/>\n2008 Horas de ver\u00e3o (L\u2019heure D\u2019\u00e9t\u00e9)<br \/>\n2008 Eldorado (Doc)<br \/>\n2007 Boarding Gate (Festival De Cannes)<br \/>\n2005 Noise (Doc)<br \/>\n2004 Clean (Competi\u00e7\u00e3o \u2013 Festival de Cannes)<br \/>\n2002 Demonlover (Competi\u00e7\u00e3o \u2013 Festival de Cannes)<br \/>\n2000 Os destinos sentimentais (Les Destin\u00e9es Sentimentales \/Competi\u00e7\u00e3o \u2013 Festival de Cannes)<br \/>\n1999 Fin Ao\u00fbt, D\u00e9but Septembre (Competi\u00e7\u00e3o \u2013 Festival San Sebastian)<br \/>\n1997 Hhh \u2013 Portrait De Hou Hsiao-Hsien (Doc)<br \/>\n1996 Irma Vep (Um Certain Regard \u2013 Festival de Cannes)<br \/>\n1994 \u00c1gua fria (L\u2019eau Froide \/ Um Certain Regard \u2013 Festival de Cannes)<br \/>\n1993 Une Nouvelle Vie<br \/>\n1991 Paris S\u2019\u00e9veille (Prix Jean Vigo)<br \/>\n1989 A crian\u00e7a do inverno (L\u2019enfant de L\u2019hiver)<br \/>\n1986 Desordem (D\u00e9sordre)<\/p>\n<p><strong>Festivais<\/strong><br \/>\n&#8211; Berlinale 2024 &#8211; Competi\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Sobre a Zeta Filmes &#8211; Distribuidora<\/strong><br \/>\nFundada em 1998, a Zeta Filmes \u00e9 uma produtora e distribuidora de filmes com sede em Belo Horizonte, Minas Gerais. Ao longo dos anos, a empresa se consolidou como uma das principais refer\u00eancias no cen\u00e1rio cinematogr\u00e1fico brasileiro, destacando-se pela curadoria de artes, realiza\u00e7\u00e3o de Festivais de cinema e exposi\u00e7\u00f5es audiovisuais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aclamado cineasta franc\u00eas Olivier Assayas retorna \u00e0s telas com seu mais novo filme, \u201cTempo Suspenso\u201d (Hors du Temps), que ser\u00e1 exibido no Festival do Rio 2024. O longa-metragem, que j\u00e1 foi destaque na competi\u00e7\u00e3o principal do Festival de Berlim 2024, promete encantar o p\u00fablico brasileiro com sua narrativa envolvente e profundamente pessoa. 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