{"id":16167,"date":"2022-05-20T10:22:05","date_gmt":"2022-05-20T13:22:05","guid":{"rendered":"http:\/\/terranerdica.com.br\/?p=16167"},"modified":"2022-05-20T10:23:50","modified_gmt":"2022-05-20T13:23:50","slug":"todas-as-centenas-de-dias-em-que-estamos-aqui-e-um-espetaculo-audiovisual-que-narra-a-resistencia-preta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/terranerdica.com.br\/index.php\/2022\/05\/20\/todas-as-centenas-de-dias-em-que-estamos-aqui-e-um-espetaculo-audiovisual-que-narra-a-resistencia-preta\/","title":{"rendered":"\u2018Todas as centenas de dias em que estamos aqui\u2019 | Espet\u00e1culo audiovisual narra a resist\u00eancia preta"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400;\">No dia 13 de maio, o Coletivo Okan lan\u00e7a a pe\u00e7a afrofuturista <\/span><b><i>\u201cTodas as centenas de dias em que estamos aqui\u201d<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. A data foi escolhida por conta do marco da \u201cFalsa Aboli\u00e7\u00e3o\u201d, como \u00e9 retratada atualmente pelo movimento negro, que n\u00e3o mais celebra a aboli\u00e7\u00e3o da escravatura pela Princesa Isabel e utiliza o dia para refor\u00e7ar a den\u00fancia contra o racismo. O experimento audiovisual do coletivo retrata quest\u00f5es da negritude e a busca pela liberdade do povo negro. Narrativas que se encontram atrav\u00e9s do tempo, seja no rec\u00f4ncavo Baiano, na periferia da cidade de S\u00e3o Paulo, em 1500 ou em 2022. Com texto de Jhonny Salaberg e dire\u00e7\u00e3o de Mawusi Tulani e Monilson Moni, a estreia da pe\u00e7a vai acontecer de forma gratuita e online no dia <\/span><b>13 de maio<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, \u00e0s<\/span><b> 20h<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, na <\/span><b>plataforma Mungunz\u00e1<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Por\u00e9m, a agenda de apresenta\u00e7\u00f5es vai at\u00e9 o <\/span><b>dia 31 de maio<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> em S\u00e3o Paulo, com transmiss\u00e3o online e gratuita nas redes sociais.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cA pe\u00e7a teve como disparador a tese de doutorado do Monilson Moni sobre o Nego Fugido, apari\u00e7\u00e3o c\u00eanica que narra a revolta e resist\u00eancia da popula\u00e7\u00e3o escravizada a partir de uma reconstru\u00e7\u00e3o do passado. Nos foi proposto pela dire\u00e7\u00e3o, alguns disparadores que resultaram em exerc\u00edcios c\u00eanicos assistidos pelo nosso dramaturgo Jhonny Salaberg. E a partir deste momento o texto foi constru\u00eddo. A escolha por um roteiro de g\u00eanero afrofuturista vem do conceito b\u00e1sico de Negros no Futuro, s\u00e3o os nossos corpos e corpas construindo e contando as nossas pr\u00f3prias hist\u00f3rias. Afinal, a hist\u00f3ria de um povo \u00e9 sua maior riqueza\u201d, conta o Coletivo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Com os impedimentos causados pela pandemia de Covid-19, como a livre circula\u00e7\u00e3o de pessoas e as idas a espet\u00e1culos presenciais, o coletivo optou por fazer uma pe\u00e7a filmada. Por\u00e9m, o que surgiu como um desafio imposto pela doen\u00e7a que abalou o mundo, o novo formato tamb\u00e9m acabou por possibilitar uma rica imers\u00e3o em Acupe &#8211; Bahia, um dos locais em que se passa a narrativa, sendo poss\u00edvel gravar algumas cenas do espet\u00e1culo e dar continuidade \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o de uma hist\u00f3ria de resist\u00eancia, que atravessa momentos hist\u00f3ricos e aborda a distopia vivida pelos povos traficados que desembarcaram nos portos da Bahia de Todos os Santos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">\u201cN\u00f3s queremos que esse material alcance o maior n\u00famero de pessoas poss\u00edveis, sendo elas crian\u00e7as, jovens, adultos e os moradores das principais zonas perif\u00e9ricas de S\u00e3o Paulo. O nosso desejo \u00e9 que essa circula\u00e7\u00e3o possa fomentar a reflex\u00e3o no p\u00fablico, pois foi pensando em compartilhar e contar as hist\u00f3rias do povo preto perif\u00e9rico que esse trabalho nasceu. Al\u00e9m disso, que ele tamb\u00e9m possa impulsionar o Coletivo Okan, enquanto agentes portadores e idealizadores deste material\u201d, comenta o Coletivo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nascido em 2017, o Coletivo Okan de Teatro foi idealizado por jovens negros da periferia de S\u00e3o Paulo que frequentavam a Escola Livre de Teatro de Santo Andr\u00e9, e que decidiram falar sobre ancestralidade e a cultura provinda do povo preto. \u201cTodas as centenas de dias em que estamos aqui &#8211; De Leste a Oeste &#8211; Circula\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 um projeto do espet\u00e1culo \u201cTodas as centenas de dias em que estamos aqui\u201d, contemplado pelo edital da Prefeitura de S\u00e3o Paulo, VAI II 2020.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>SERVI\u00c7O<\/b><\/p>\n<p><b>\u201cTodas as centenas de dias em que estamos aqui &#8211; De Leste a Oeste &#8211; Circula\u00e7\u00e3o\u201d <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">&#8211; Projeto de circula\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo \u201cTodas as centenas de dias em que estamos aqui\u201d<\/span><\/p>\n<p><b>Data:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> 13 a 31 de maio<br \/>\n<\/span><b>Valor do ingresso: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Gratuito<br \/>\n<\/span><b>Para mais informa\u00e7\u00f5es acesse: <\/b><a href=\"https:\/\/instagram.com\/coletivokan\"><span style=\"font-weight: 400;\">https:\/\/instagram.com\/coletivokan<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Confira a agenda de transmiss\u00f5es do espet\u00e1culo:<\/b><\/p>\n<p><b>13 de maio (estreia)<br \/>\n<\/b><b>Hor\u00e1rio:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> 20h<br \/>\n<\/span><b>Local de apresenta\u00e7\u00e3o: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Teatro de Conteiner Munguz\u00e1<br \/>\n<\/span><b>Transmiss\u00e3o:<\/b><a href=\"https:\/\/youtube.com\/c\/CiaMungunz%C3%A1deTeatro\"> <span style=\"font-weight: 400;\">Plataforma Mungunz\u00e1<\/span><\/a><\/p>\n<p><b>20 e 21 de maio<br \/>\n<\/b><b>Hor\u00e1rio:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Confira no instagram do<\/span><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/coletivokan\/\"> <b>Coletivo Okan<\/b><\/a><br \/>\n<b>Local de apresenta\u00e7\u00e3o:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso<br \/>\n<\/span><b>Transmiss\u00e3o:<\/b><a href=\"https:\/\/pt-br.facebook.com\/CCJuventude\/\"> <span style=\"font-weight: 400;\">P\u00e1gina do Facebook: CCJ &#8211; Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso<\/span><\/a><\/p>\n<p><b>23 a 31 de maio<br \/>\n<\/b><b>Hor\u00e1rio:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Confira no instagram do<\/span><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/coletivokan\/\"> <b>Coletivo Okan\u00a0<\/b><\/a><br \/>\n<b>Transmiss\u00e3o:<\/b><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UC65BLGpQU9RxNLhX2w3a23Q\"> <span style=\"font-weight: 400;\">YouTube do Coletivo Okan<\/span><\/a><\/p>\n<p><b>27 e 28 de maio<br \/>\n<\/b><b>Hor\u00e1rio:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> 20h<br \/>\n<\/span><b>Local de apresenta\u00e7\u00e3o:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Centro Cultural Tendal da Lapa<br \/>\n<\/span><b>Transmiss\u00e3o:<\/b><a href=\"https:\/\/pt-br.facebook.com\/cctendaldalapa\/\"> <span style=\"font-weight: 400;\">P\u00e1gina do Facebook: Centro Cultural Tendal da Lapa<\/span><\/a><\/p>\n<p><b><br \/>\nSobre o Coletivo Okan<br \/>\n<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">O Coletivo Okan de Teatro nasce \u00e0 medida em que seus integrantes, jovens negros da periferia de S\u00e3o Paulo, formados, formadas e em forma\u00e7\u00e3o na Escola Livre de Teatro de Santo Andr\u00e9, decidem falar sobre a cultura provinda do povo negro. Atrav\u00e9s de pesquisas sobre a cultura afro, o Coletivo inicia seus trabalhos em 2017 e d\u00e1 vida ao seu primeiro projeto, a pe\u00e7a \u201c\u00c8l\u00e8y\u00e8 \u2013 Mulher p\u00e1ssaro\u201d, trazendo \u00e0 tona nossas hist\u00f3rias, origens e poesias. O projeto foi subsidiado pelo programa VAI 2017, no qual o Coletivo criou, desenvolveu, estruturou e apresentou a pe\u00e7a no Centro de Forma\u00e7\u00e3o Cultural da Cidade Tiradentes e no Instituto Pombas Urbanas. Em 2018, iniciam o processo de pesquisa \u201cCapital Vig\u00edlia\u201d onde investigam o negro no capitalismo e como esses corpos se inserem na sociedade. Desse estudo foi realizada a abertura de processo no Instituto Criar de TV, Cinema e Novas M\u00eddias. O mais recente trabalho desenvolvido pelo coletivo \u00e9 a pe\u00e7a \u2018TODAS AS CENTENAS DE DIAS EM QUE ESTAMOS AQUI\u2019, projeto subsidiado pelo programa VAI II em 2019 e 2020, no qual discutem os processos de liberdade do negro desde os tempos da escraviza\u00e7\u00e3o at\u00e9 os dias atuais, e tem como ponto de partida a apari\u00e7\u00e3o do Nego Fugido.<\/span><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/coletivokan\/\"><b>Instagram<\/b><\/a> <span style=\"font-weight: 400;\">| <\/span><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/ColetivoOKAN\/\"><b>Facebook<\/b><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 13 de maio, o Coletivo Okan lan\u00e7a a pe\u00e7a afrofuturista \u201cTodas as centenas de dias em que estamos aqui\u201d. 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