{"id":16096,"date":"2022-05-06T18:20:34","date_gmt":"2022-05-06T21:20:34","guid":{"rendered":"http:\/\/terranerdica.com.br\/?p=16096"},"modified":"2022-05-06T18:27:04","modified_gmt":"2022-05-06T21:27:04","slug":"urgente-e-insurgente-sobre-viver-atraves-do-olhar-de-criolo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/terranerdica.com.br\/index.php\/2022\/05\/06\/urgente-e-insurgente-sobre-viver-atraves-do-olhar-de-criolo\/","title":{"rendered":"Urgente e insurgente: Sobre Viver atrav\u00e9s do olhar de Criolo"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">Brasil, 2020. Pandemia, desgoverno, luto. E luta. O Brasil de 2020, hoje, se parece um pesadelo coletivo, que, enfim, caminha para seu fim, com pequenos vislumbres de esperan\u00e7a. Entretanto, quais marcas se mant\u00eam dos \u00faltimos dois anos?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Esta \u00e9 a tem\u00e1tica do mais novo \u00e1lbum de est\u00fadio de Criolo, Sobre Viver (2022), que trabalha de forma magistral e po\u00e9tica a dor, as mazelas sociais, a luta e, por fim, a esperan\u00e7a na rotina brasileira.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Criolo, que foi professor por 12 anos em escolas de S\u00e3o Paulo, faz deste \u00e1lbum uma ode \u00e0s artes. N\u00e3o obstante, seu pr\u00f3prio \u00e1lbum \u00e9 uma s\u00edntese da import\u00e2ncia das artes e da educa\u00e7\u00e3o em nosso pa\u00eds. Com olhar afiado e instinto apurado, Criolo faz uma an\u00e1lise paradoxalmente dura e esperan\u00e7osa dos \u00faltimos dois anos vividos em nosso pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-weight: 400\">Aqui quem fala \u00e9 um sobrevivente<\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Abrindo o \u00e1lbum com a faixa <\/span><b><i>Di\u00e1rio do Kaos<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400\">, parceria com o duo <\/span><b>Tropkillaz<\/b><span style=\"font-weight: 400\">, o artista explora de maneira profunda, do\u00edda e com voz, por vezes, teatral, todo o desespero do luto vivido por um povo que sofre, diariamente, a perda de seus amados; perda que remete \u00e0 pandemia da COVID-19, da viol\u00eancia policial, do ciclo de viol\u00eancia contras as minorias do Brasil. Criolo, ao dizer que \u00e9 um sobrevivente, passa as marcas de quem sobrevive \u00e0 guerra di\u00e1ria da fome, da desigualdade, do descaso.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Sua cr\u00edtica trata, tamb\u00e9m, as redes sociais, quando os alerta que entre tantos rostos, tantos likes, continuamos sendo \u201cnada, nada, nada\u201d para o sistema que tem nos regido.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ao fim, Criolo faz renascer a esperan\u00e7a que ele encontra no rap. Declarando que este \u00e9 o \u00fanico capaz de o afastar do canh\u00e3o (tendo diversos desdobramentos sobre o que seria o artefato aqui pontuado). O artista inicia, ent\u00e3o, a jornada com um misto da dor e, tamb\u00e9m, da esperan\u00e7a que insiste em reaparecer em tempos de caos.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b><i>Pretos ganhando dinheiro incomoda demais<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400\"> \u00e9 a faixa que aponta o jogo entre a ascens\u00e3o da comunidade preta no Brasil e como o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">modus operandi<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> espera que pretos continuem vivendo o ciclo racista da vida de crime e viela pequena. O ciclo definido por Criolo como a infind\u00e1vel guerra faz um apelo \u00e0 necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas que invistam em educa\u00e7\u00e3o, a partir dos versos esperan\u00e7osos que cantam sobre a revolu\u00e7\u00e3o que vir\u00e1 atrav\u00e9s da arte e educa\u00e7\u00e3o. Criolo tamb\u00e9m aponta a hipocrisia de um <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">status quo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\"> que d\u00e1 valor ao capital, mas que dita quem s\u00e3o os indiv\u00edduos que podem possu\u00ed-lo.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Sendo um artista ligado \u00e0 causa da educa\u00e7\u00e3o, Criolo traz \u00e0 tona a realidade infanto-juvenil da popula\u00e7\u00e3o preta na faixa <\/span><b><i>Moleques S\u00e3o Meninos, Crian\u00e7as S\u00e3o Tamb\u00e9m<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400\">. O compositor aborda o olhar social sobre os \u201cmoleques\u201d que s\u00e3o negligenciados pelo Estado, vigiados e julgados pela m\u00eddia e esquecidos por n\u00f3s. Com o verso \u201conde o Estado n\u00e3o chega, o crime tra\u00e7a o norte\u201d, Criolo tece duras cr\u00edticas \u00e0 falta de incentivo dos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos em rela\u00e7\u00e3o aos nossos meninos. Quando n\u00e3o h\u00e1 escola, afeto ou esporte, nossos meninos se tornam vulner\u00e1veis \u00e0s mazelas sociais que rondam essas realidades. Esta faixa, para todos aqueles que se comovem com a realidade infantil no pa\u00eds, \u00e9 um prato cheio para reflex\u00f5es e an\u00e1lises sobre um territ\u00f3rio onde crian\u00e7as e adolescentes negros de at\u00e9 14 anos morrem 3,6 vezes mais por armas de fogo. No pa\u00eds de Agatha, Kaio, Rebeca e Emily, Criolo chora, em versos fortes, o descaso que atinge essas crian\u00e7as em todos os espa\u00e7os.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Sobre Viver se trata, entre tantas coisas, de f\u00e9 e esperan\u00e7a. Ao iniciar a faixa <\/span><b><i>Ogum Ogum <\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400\">com um verso b\u00edblico, Criolo e Mayra Andrade, cantora cabo-verdiana, denunciam a intoler\u00e2ncia religiosa no Brasil, mas trazendo \u00e0 mesa o orgulho e a esperan\u00e7a que envolvem as religi\u00f5es de matrizes africanas. Nesta conex\u00e3o entre di\u00e1spora e \u00c1frica, a faixa se eterniza pelos versos de insurg\u00eancia e resist\u00eancia sobre o orgulho que desafia as estruturas intolerantes. Os versos declaram que s\u00e3o mistura, do\u00e7ura, beleza, candura, festa, cura e a m\u00e1goa da estrutura coercitiva na qual estamos inseridos. Mayra, que \u00e9 convidada de Criol no Rock In Rio 2022 traz poder e leveza atrav\u00e9s da voz. A faixa se torna um hino de orgulho e resist\u00eancia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Com poder para se tornar um cl\u00e1ssico da m\u00fasica brasileira, <\/span><b><i>S\u00e9timo Templ\u00e1rio<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400\"> tem ares de um \u00e9pico sobre o Brasil nos anos de 2019 a 2022. Aqui, Criolo utiliza uma po\u00e9tica direta, que cutuca a ferida que \u00e9 a na\u00e7\u00e3o brasileira durante o atual governo. Sem papas na l\u00edngua, s\u00e3o denunciados o racismo, o genoc\u00eddio da popula\u00e7\u00e3o preta e dos povos origin\u00e1rios brasileiros. Se havia d\u00favidas sobre o que os \u00faltimos quatro anos significaram para o cantor, S\u00e9timo Templ\u00e1rio revela de maneira magistral. Esta \u00e9 uma can\u00e7\u00e3o com um potencial gigantesco para se tornar um cl\u00e1ssico na hist\u00f3ria da m\u00fasica brasileira. A faixa \u00e9 um documento cantado sobre um dos per\u00edodos mais complicados do Brasil. H\u00e1 tanto para se falar, tanto para se expor, analisar, refletir sobre os versos compostos por Criolo e o duo Tropkillaz que faltam palavras para definir o hino produzido. Com refer\u00eancias da literatura cl\u00e1ssica unidas \u00e0 realidade, Criolo entrega o que n\u00f3s gostar\u00edamos de cantar (gritar) a plenos pulm\u00f5es. \u00c9 o retrato de todas as dores e mazelas sofridas nos \u00faltimos tempos. Certamente, aqui est\u00e1 a den\u00fancia mais acurada do Brasil do retrocesso.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A ilustre presen\u00e7a de Milton Nascimento deixa este \u00e1lbum ainda mais firme na posi\u00e7\u00e3o de cl\u00e1ssico musical. <\/span><b><i>Me Corte na Boca do C\u00e9u A Morte N\u00e3o Pede Perd\u00e3o<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400\"> \u00e9 profunda, densa e melanc\u00f3lica. A voz de Criolo em conjunto com a voz de Milton se torna ainda mais potente ao coroar o \u00e1lbum com a narrativa real e crua da vida. Imposs\u00edvel n\u00e3o se emocionar com o crescendo da m\u00fasica, onde versos de dor e esperan\u00e7a, muito presentes em toda a obra, marcam presen\u00e7a. Aqui, \u00e9 interessante apontar o sincretismo religioso que permeia toda a m\u00fasica. Em tempos onde h\u00e1 a comercializa\u00e7\u00e3o da f\u00e9, a can\u00e7\u00e3o n\u00e3o se limita no uso de simbologias religiosas que in\u00fameras vezes podem se tornar instrumentos de coer\u00e7\u00e3o. Entretanto, Criolo e Milton misturam esses elementos a fim de contar uma hist\u00f3ria, a fim de escancarar a realidade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A autoria de Criolo e do duo Tropkillaz d\u00e1 certo mais uma vez. O artista declarou, recentemente, que \u00e9 preciso falar sobre a esperan\u00e7a, mas \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o falar das outras coisas que tamb\u00e9m fazem parte do nosso ciclo.<\/span><b><i> Yemanj\u00e1 Chegou <\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400\">\u00a0\u00e9 trabalhada, musicalmente, de forma mais suave. Entretanto, a l\u00edrica critica<\/span> <span style=\"font-weight: 400\">de forma contundente e factual a desigualdade, o desprest\u00edgio e o descaso direcionado aos jovens pretos e aos professores brasileiros. \u00c9 essencial encontrar e compreender como a narrativa de Sobre Viver perpassa o ambiente educacional, onde Criolo tanto esteve presente. As declara\u00e7\u00f5es sobre a chegada de Yemanj\u00e1 trazem uma esperan\u00e7a aguardada por aqueles que lotam as vans, \u00e0s quatro da manh\u00e3, que batem o cart\u00e3o e precisam, dia ap\u00f3s dia, (sobre)viver aos subempregos do cotidiano. Yemanj\u00e1 chegou, menino-rei. Esperan\u00e7a vem!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em meio \u00e0 pandemia do coronav\u00edrus, o cantor perdeu sua irm\u00e3 mais nova. Esse epis\u00f3dio d\u00e1 luz \u00e0 faixa <\/span><b><i>Pequenina<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400\">, composta, tamb\u00e9m, por MC Hariel, Liniker, Jaques Morelenbaum e sua m\u00e3e. Criolo entende que a poesia \u00e9 a forma de honrar sua irm\u00e3, quem ele cuida apenas em prece. Os versos de Liniker declamam a necessidade de se impor entre os \u201cdonos do mundo&#8221; atrav\u00e9s do poder aquisitivo. Aqui, retomamos \u00e0s falas de Criolo que criticam o capitalismo, mas que entendem, tristemente, que respeito e presen\u00e7a s\u00e3o garantidos apenas atrav\u00e9s do capital. A irm\u00e3 de Criolo, Cleane, foi v\u00edtima da COVID-19, v\u00edrus que interrompeu 664 mil vidas no Brasil. Este \u00e9 o retrato puro e fiel de uma pandemia que poderia ser menos letal, se tiv\u00e9ssemos suporte e investimento governamental a tempo de impedir tantas mortes.<\/span><\/p>\n<p><b><i>Quem Planta Amor Aqui Vai Morrer<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400\"> \u00e9 linguisticamente interessante. A can\u00e7\u00e3o \u00e9 composta pelo que L\u00e9lia Gonzalez chamaria de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400\">pretogu\u00eas<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400\">. O conceito criado pela escritora e fil\u00f3sofa traz a riqueza, a complexidade e a beleza da L\u00edngua Portuguesa atrav\u00e9s do modo falado da l\u00edngua. L\u00e9lia trabalhou este conceito em rela\u00e7\u00e3o ao preconceito lingu\u00edstico direcionado ao povo preto no Brasil, por falta de acesso \u00e0 l\u00edngua normativa. A beleza de Criolo aqui se faz ao ir \u00e0s ra\u00edzes da nossa fala. Al\u00e9m do trabalho lingu\u00edstico produzido por Criolo, a l\u00edrica da can\u00e7\u00e3o trata de um espa\u00e7o onde o amor n\u00e3o tem lugar. Brasil n\u00e3o \u00e9 playgrau \/ num mosca pussev\u00ea\u00a0 \/ v\u00e3o tent\u00e1 te mat\u00e1 \/ se c\u00ea for difer\u00ea \/ quem planta am\u00f4 aqui vai morrer. Estes versos sinalizam como o afeto e o cuidado s\u00e3o escassos em nossa sociedade, levando \u00e0 triste constata\u00e7\u00e3o de que quem ainda os cultiva n\u00e3o tem espa\u00e7o. Mais uma vez, o sal \u00e9 jogado na ferida de um pa\u00eds que investe nos preciosismos judaico-crist\u00e3os, mas n\u00e3o leva seus mandamentos \u00e0 pr\u00e1tica na vida real.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A d\u00e9cima e \u00faltima faixa \u00e9 um hino misto. <\/span><em><b>Aprendendo A Sobreviver<\/b><\/em><span style=\"font-weight: 400\"> fala sobre a esperan\u00e7a, o amor, mas n\u00e3o se deixa esquecer sobre as complica\u00e7\u00f5es da vida. O \u00e1lbum \u00e9 finalizado com batuques, ritmo dan\u00e7ante e um Criolo que est\u00e1 aprendendo a sobreviver em um ambiente hostil, mas sem deixar que a desesperan\u00e7a tome conta do meio onde est\u00e1. O \u00f3dio e o love de Kunta Kinte nos rodeiam. O mundo n\u00e3o \u00e9 preto no branco, mas cheio de tons de cinza. A realidade \u00e9 dura, mas ainda h\u00e1 quem procure encontrar amor, afeto e esperan\u00e7a entre tanto caos. Criolo canta a vida onde a morte se faz rotina. Assim, o \u00e1lbum se encerra com todas as nuances de uma vida comum.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Criolo, em <\/span><b><i>Sobre Viver<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400\">, nos leva a uma jornada de luto e luta. De amor e \u00f3dio. De utopia e realidade. Seu novo \u00e1lbum \u00e9 uma ode \u00e0queles que est\u00e3o aprendendo e reaprendendo a sobreviver em seus lares desfeitos pelas mazelas nacionais, pelo luto oriundo de uma pandemia. \u00c9 uma ode \u00e0queles que n\u00e3o desistiram, mesmo em meio a tudo o que se tem vivido nos \u00faltimos quatro anos. Criolo d\u00e1 um grito de desespero e f\u00e9 do in\u00edcio ao fim. Felizmente, este grito foi ouvido e recebido por n\u00f3s.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe title=\"Spotify Embed: Sobre Viver\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"352\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/album\/0hLH4cYNYzp15VDjVU6v09?si=rSd8fz-oQ9qPz1SPXbHswA&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasil, 2020. Pandemia, desgoverno, luto. E luta. 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