{"id":10027,"date":"2020-02-01T17:00:34","date_gmt":"2020-02-01T20:00:34","guid":{"rendered":"http:\/\/terranerdica.com.br\/?p=10027"},"modified":"2020-02-01T17:02:37","modified_gmt":"2020-02-01T20:02:37","slug":"adoraveis-mulheres-critica-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/terranerdica.com.br\/index.php\/2020\/02\/01\/adoraveis-mulheres-critica-2\/","title":{"rendered":"Ador\u00e1veis Mulheres | Cr\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p>Em uma \u00e9poca onde remakes est\u00e3o em alta, <strong>Ador\u00e1veis Mulheres<\/strong>, um cl\u00e1ssico da literatura americana, n\u00e3o poderia ficar fora dessa tend\u00eancia dos \u00faltimos anos. A diretora <strong>Greta Gerwig<\/strong>, que j\u00e1 se provou uma diretora que sabe lidar com sentimentos e representatividade em <strong>Lady Bird<\/strong>, se firma mais uma vez como um nome a se ficar de olho, adaptando com \u00eaxito a obra de 150 anos de <strong>Louisa May Alcott<\/strong>. <strong>Gerwig<\/strong> s\u00e3o s\u00f3 tr\u00e1s uma vis\u00e3o diferente para as irm\u00e3s March, como tamb\u00e9m faz de uma forma simples e encantadora uma adapta\u00e7\u00e3o que conta uma hist\u00f3ria que serve para atualidade.<\/p>\n<p>Com um elenco poderoso liderado por <strong>Saoirse<\/strong> <strong>Ronan<\/strong>, e completado por <strong>Emma Watson<\/strong>,\u00a0<strong>Florence Pugh<\/strong>,\u00a0<strong>Eliza<\/strong> <strong>Scanlen<\/strong>,\u00a0<strong>Laura Dern<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>Timoth\u00e9e Chalamet<\/strong>. A hist\u00f3ria se trata sobre amadurecimento, onde passado e presente s\u00e3o muito importantes na narrativa e mostra o crescimento de todos os personagens. Explorando v\u00e1rios aspectos de cada um deles, de forma que se aprofunde nas suas experi\u00eancias como seres humanos e desenvolvam sua feminilidade.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/observatoriodocinema.bol.uol.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/foto.jpg\" alt=\"Resultado de imagem para adoraveis mulheres\" \/><\/p>\n<p>Com um ritmo que torna bem prazeroso de se assistir, o filme n\u00e3o tem pressa de desenvolver seus personagens, fazendo o espectador criar empatia e se importar com todos da fam\u00edlia March. Os cen\u00e1rios, e at\u00e9 mesmo os figurinos, est\u00e3o contando algo durante todo o decorrer da hist\u00f3ria, e isso se destaca nas transi\u00e7\u00f5es entre passado e presente.<\/p>\n<p>Focando principalmente em Jo (<strong>Saoirse Ronan<\/strong>) e Amy (<strong>Florence Pugh<\/strong>), que tem arcos bem distintos, ambas s\u00e3o o que movem o roteiro. Mas quando est\u00e3o juntas tem um tempero especial ali, entregando atua\u00e7\u00f5es de peso, as duas atrizes se complementam em tela e entregam as dificuldades de uma rela\u00e7\u00e3o familiar, e de duas mulheres de temperamento forte e decididas, que est\u00e3o descobrindo seu lugar no mundo. E mesmo com esses conflitos entre as duas o amor entre elas est\u00e1 ali, como qualquer relacionamento entre irm\u00e3os.<\/p>\n<p>Dito isso, o elenco que gravita entre essas duas n\u00e3o se perde no brilho de suas protagonistas. Beth (<strong>Eliza Scanlen<\/strong>), que tem uma parte importante no desenvolvimento de Jo, entrega v\u00e1rios momentos tocantes que te prendem os olhos. J\u00e1 Meg <strong>(Emma Watson<\/strong>) \u00e9 a irm\u00e3 com menos espa\u00e7o ali, s\u00f3 que a mais p\u00e9 no ch\u00e3o e que sempre apoia sua fam\u00edlia, como sua m\u00e3e, interpretada pela maravilhosa <strong>Laura Dern<\/strong>, que aparece em momentos chaves do filme, pra mostrar a fam\u00edlia como altru\u00edsmo e algo que constr\u00f3i car\u00e1ter.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/referencianerd.com\/wp-content\/uploads\/2019\/12\/am2.jpg\" alt=\"Resultado de imagem para adoraveis mulheres\" \/><\/p>\n<p>Com uma divis\u00e3o de arcos bem equilibradas, faz com que o filme se permita algumas participa\u00e7\u00f5es especiais, como <strong>Meryl Streep<\/strong>, que mostra que a independ\u00eancia as vezes pode trazer solid\u00e3o. Dentro desses arcos,<strong> Saoirse Ronan<\/strong> brilha e se destaca com sua atua\u00e7\u00e3o certeira e forte, que mostra como Jo, mesmo sendo uma mulher decidida, tem seus conflitos pessoais e internos, mas que durante os anos fazem ela ser uma mulher independente e que corre atr\u00e1s do que acredita. As perdas que ela tem nesse caminho afloram seu verdadeiro potencial como escritora, que s\u00e3o constru\u00eddos desde o come\u00e7o do filme.<\/p>\n<p>Mas gostaria de destacar tamb\u00e9m a atua\u00e7\u00e3o da <strong>Florence Pugh<\/strong>, que tem o desafio de mostrar uma menina que n\u00e3o sabe nada da vida e uma mulher que est\u00e1 tentando entender seu lugar no mundo. Tendo explos\u00f5es de imaturidade quando mais nova o decorrer do seu arco mostra como ela amadurece como mulher para tomar decis\u00f5es importantes em sua vida com calma e sem pressa. Ela com certeza \u00e9 uma atriz para se ficar de olho nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p><strong>Gerwig<\/strong> deu algumas camadas a mais a um filme que j\u00e1 teve 6 vers\u00f5es antes da sua, com tons delicados e na simplicidade de seu roteiro, ela passa uma mensagem poderosa sobre tentar encontrar seu lugar no mundo sendo mulher. N\u00e3o apenas desenvolvendo os paralelos entre inf\u00e2ncia e vida adulta, mas tamb\u00e9m encaixando isso para o contexto da \u00e9poca e os dias de hoje.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em uma \u00e9poca onde remakes est\u00e3o em alta, Ador\u00e1veis Mulheres, um cl\u00e1ssico da literatura americana, n\u00e3o poderia ficar fora dessa tend\u00eancia dos \u00faltimos anos. 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