Iron Lung é a adaptação cinematográfica do jogo independente homônimo lançado em 2022, desenvolvido e publicado por David Szymanski, lançado nos cinemas internacionais em janeiro de 2026 e para os espectadores brasileiros em 12 de março.
A produção é dirigida, estrelada e roteirizada por Mark Fischbach, conhecido pela sua criação de conteúdo relacionado a games como o youtuber Markiplier, tendo como companheiros de elenco Caroline Kaplan, Troy Baker, Elle Lamont e Elsie Lovelock.
O enredo de Iron Lung acompanha uma sociedade a bordo de naves espaciais após as estrelas desaparecerem e os planetas sumirem. Tentando evitar o fim, décadas após a decadência de estruturas tão bem conhecidas, uma descoberta é realizada em uma lua árida designada AT-5: um oceano de sangue.
Com isso, eles tentam encontrar recursos para a vida nesse local e iniciam uma expedição desesperada. Para que tudo dê certo, um submarino é construído para adentrar as profundezas do oceano. Se as coisas ocorrerem da maneira correta, a liberdade é conquistada; caso contrário, outra expedição será iniciada.

É muito interessante pensar que existe uma conexão entre um filme independente que está adaptando um jogo indie, pois ambos têm em comum as dificuldades de fazer alguma forma de arte, mesmo com as limitações orçamentárias, para atender um público acostumado com experiências quase realistas. Acredito que ambos se saem muito bem, entregando algo muito honesto em suas respectivas mídias.
O longa tem um ritmo lento, com uma cadência que, ao longo do primeiro ato, chega a se tornar exagerada, mas constrói um ambiente de medo, desesperança, solidão e expectativa sobre o que pode acontecer com Simon, o único tripulante do submarino que está em sua própria jornada de liberdade, encarando essa tarefa de alto risco.
Elementos técnicos, como a direção, a montagem e o roteiro, buscam entregar uma experiência cinematográfica muito próxima do material original, ficando claro que se trata de um projeto feito com muita paixão, mas que vai carecer de um refinamento nesses aspectos, o que necessitaria de um trabalho profissional. O que pode ser considerado interessante é o uso do sangue como um elemento narrativo que busca causar medo ao espectador, por existir um mistério em torno do líquido denso que vai gradativamente sendo revelado no decorrer das duas horas.
A atuação de Mark Fischbach não é de um alto teor técnico e, em diversos pontos ao longo do filme, recorre mais à sua persona de youtuber do que a um trabalho de atuação propriamente dito. Entretanto, isso não é um ponto tão negativo a ponto de causar incômodo durante a experiência do espectador.
A experiência como um todo pode ser considerada positiva, com uma narrativa que combina a necessidade humana de sobrevivência com os elementos emocionais de um protagonista que está em sofrimento pela culpa de suas ações, abordando uma faceta muito mais niilista para chegar ao seu desfecho.
Iron Lung é um filme que pode despertar o interesse do espectador por ser um trabalho cinematográfico muito mais voltado ao coração e ao entusiasmo do que uma produção que visualmente encha os olhos, entregando um trabalho honesto e uma experiência imersiva que pode ser considerada satisfatória.
Trailer de Iron Lung


