E depois de tantas live actions de princesas e aquela estranha versão de Rei Leão que perdeu todo o encanto, finalmente temos uma que podemos dizer que sim, é muito boa. Sim, valeu a pena. A crítica já pode se encerrar aqui, certo? Mas vamos entender o por quê primeiro.
Lilo & Stitch é um clássico da Disney, o primeiro filme saiu em 2002. Ou seja, mais de 20 anos. E a série animada rolou entre 2003 e 2004. A última produção do tema foi em 2006 com o filme Leroy & Stitch (não tenho ideia sobre o que seja). Eu particularmente lembro muito mais da série que reprisava direto nos canais de TV.
Ou seja, quase 20 anos sem produções novas do universo. Então merecia muito uma renovação.
Para quem não lembra, vou te contar um pouco da história do primeiro filme, que é o que usaram de base nessa nova versão. Lilo é uma menina que vive no Havaí com sua irmã Nani. As duas perderam os pais e Nani tenta sustentar a pequena Lilo que ainda é muito nova e vive arrumando problemas por aí. Esses problemas inclusive atrapalham na busca de Nani por um emprego fixo e com o assistente social na sua cola, ela tenta mostrar que é responsável e pode cuidar de sua irmãzinha. Só que a situação piora muito quando o Stitch aparece na vida delas, um “cão” que na verdade é uma experiência alienígena e ao ser exilada acaba parando na Terra. Lilo e Stitch se aproximam, cada um por seus motivos e começa uma grande aventura.

A nova versão tem pouquíssimas diferenças do desenho original. Há alguns personagens novos e questões que solucionaram para realizar a live action. Por exemplo os personagens Jumba e Peakley que passam a usar um dispositivo para clonar e parecerem humanos.
O humor permanece e algumas piadas se repetem, o que é maravilhoso. O filme é muito engraçado e emocionante. A relação entre Lilo e Nani é linda e a amizade deles com Stitch é emocionante também.
Assim como o desenho original, é uma história sobre Ohana (Que quer dizer família e que quer dizer nunca abandonar e esqueçer). É uma história sobre tentar se encaixar e reconhecer as diferenças. Valorizar o que é “estranho” para os outros e reconhecer que ser “normal” nem é tão legal assim. Dá para aprender muita coisa com Lilo, Stitch, Nani, Jumba e Peakley. Eles me ensinaram coisas 20 anos atrás e vão continuar ensinando para as crianças e adultos que verão esse filme.
Então sim, por enquanto na minha opinião talvez seja a melhor live action da Disney pois respeita a animação original, tem poucas alterações e mantém o humor, a emoção. E faz um novo público conhecer essa história.
Obrigada, Disney!
Curiosidades: A atriz havaiana, Tia Carrera, que faz o papel de assistente social no filme era a voz da Nani na animação. Eram poucos atores havaianos na verdade. A própria voz da Lilo originalmente era da Daveigh Chase, uma atriz branca americana. O desenho foi criado por Chris Sanders, que fazia também a voz de Stitch. Ele participou da dublagem de diversos filmes da Disney e dirigiu na Dream Works o filme Como Treinar seu Dragão (2010) e o recente filme O Robô Selvagem (2024).
Assista o trailer abaixo e veja os filmes nos cinemas ou mais tarde no streaming da Disney Plus!